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O universo de entretenimento de hoje não é mais o mesmo de 20 anos atrás. Atualmente, algo que nasce se posicionando como TV, já nasce velho. Mesmo após criar uma plataforma digital, acaba se tornando uma “TV que tem puxadinho na internet”, ou uma “presença digital”. O erro sempre foi querer fazer com que as pessoas se adequem ao canal, tanto na forma de consumo, quanto no conteúdo. E acho que hoje uma empresa com essa premissa tem que ser completamente customizada, operar pela lógica do público, que é justamente ser multiplataforma, poder acessar o que quiser e quando quiser.

Por isso, as plataformas voltadas para o lazer precisam ter uma filosofia de startup. Pode parecer estranho no início, mas, ao analisar o movimento, é muito parecido. Tanto a velocidade de desenvolvimento e produção, quanto na inovação do setor e a base dentro da tecnologia, o mercado não aceita menos do que uma empresa preparada e bem estruturada nesses parâmetros.

Desta forma, duas características são muito importantes: planejamento e proximidade com o público. Quando o assunto é planejar, é imprescindível manter em mente que são meses, às vezes anos até possuir um projeto redondo, e quanto mais bem feito, mais fácil e eficiente será a execução. Porém, é preciso tirar o projeto do papel em algum momento.  Ninguém começa, nem na vida pessoal, nem na profissional, 100%. Então é natural colocar os planos em prática e ir ajustando com o tempo, analisando o que funciona ou não, de preferência com ajuda do público.

Falando em público, esse é outro grande fator decisivo ao iniciar uma plataforma de entretenimento. É preciso ter bem claro quem deseja atingir, e conhecer essas pessoas intimamente. Para representar o jovem, por exemplo, tem que ter gente por trás que seja jovem. Não tem jeito, não é possível se comunicar com uma audiência específica, se não tiver aquelas pessoas no DNA da empresa. E essa conexão deve ser mantida e alimentada, por redes sociais, e outras formas de interação. Um empreendimento de qualquer área que não fala diretamente com os clientes, não está apto a entregar o que ele precisa.

Outro ponto relevante quando se trata de comunicação é a verdade. Mais do que nunca, é preciso ter um compromisso ao falar com o público. São pessoas que têm acesso à informação, que questionam, comentam, ajudam na criação dos conteúdos. Mais do que saber escolher as informações e como transmiti-las, é necessário dar espaço para esse público falar.

Por fim, acredito que conhecimento acadêmico é sempre significativo, sobre o assunto que irá abordar, o formato que pretende fazê-lo e o público que quer atingir. No entanto, o mais importante é a vivência, é o prático em todos os sentidos. É estar atento ao que está acontecendo no planeta, o que dá certo e não dá com outras empresas, como as pessoas estão falando, o que está repercutindo nas redes sociais, as notícias e memes. O mundo está acelerado e carregado de informações, precisamos tirar proveito disso.

Thiago Garcia, CEO da Loading

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Aumento nos combustíveis pode diminuir número de veículos circulando

Especialistas dão dicas de economia para quem precisa manter o uso diário de veículos

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UDOP – União Nacional da Bioenergia avalia que o reajuste promovido em março pela Petrobras nas refinarias, de 18,8% na gasolina e 24,9% no diesel, provocou um “efeito cascata” nos valores de vários serviços. As tarifas de viagens por aplicativos subiram cerca de 6%; as entregas de encomendas (delivery), até 50%; e as passagens aéreas, entre 32% (internacionais) e 62% (nacionais). Além disso, as empresas de transporte público reivindicam aumentos de cerca de 20%. O impacto já vem sendo sentido pelos condutores em todo o Brasil.

Depois do esvaziamento das ruas durante a pandemia, recentemente a cidade de São Paulo começou a ver o número de carros circulando aumentar. Segundo o portal Mobilidade Sampa, o trânsito na capital já recuperou 73% do fluxo, comparando os meses de março de 2019 e de 2022. Porém, o portal também destaca que com a alta dos preços dos combustíveis é possível perceber a escassez de carros por aplicativos, o que impacta diretamente na circulação.

Uma pesquisa realizada pela Exame/IDEIA, publicada em março, mostrou que 83% dos brasileiros diminuíram o uso do carro por causa do aumento dos combustíveis. Conforme o levantamento, quanto menor a renda, maior o ajuste na maneira de se locomover para driblar a alta. Entre os que ganham até um salário mínimo, 92% diminuíram o uso do carro ou da moto; nos casos com renda superior a cinco salários mínimos este número é de 74%.      

Como economizar mesmo utilizando veículos no dia a dia

 Os brasileiros estão em busca de qualquer solução para economizar e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) dá algumas dicas práticas para a direção e manutenção do veículo que podem melhorar a eficiência no consumo de combustível. A primeira orientação é nunca colocar a quinta marcha numa velocidade menor do que 60Km/h. O instrutor do curso de Mecânica Automotiva na unidade de Campo Grande (MS), Iwan Garcia, orienta que, se for possível, o ideal é escolher um carro 1.0 para andar na cidade. “Carros com motor 1.0 são mais econômicos na cidade, onde não é possível usar velocidades muito altas”, diz. “É mais difícil manter uma velocidade constante dentro da cidade, porque há semáforos, quebra-molas e ruas preferenciais, mas aqueles que arrancam o carro com tudo para frear logo em seguida, realmente costumam gastar mais gasolina”, explica.

Segundo o especialista, diferente do que a maioria imagina, vidros abertos ou ar condicionado ligado gastam combustível da mesma forma, por isso, o condutor deve optar pelo que achar mais confortável. Além disso, segundo Garcia, é preciso fazer a manutenção regular do carro. “Trocar as velas de ignição a cada 20 mil km, o filtro de ar e o combustível do motor a cada 15 mil km e manter a limpeza dos bicos injetores são boas formas de economizar”.

O último conselho é dar atenção aos pneus. Conforme a Agência de Informações em Energia dos Estados Unidos (Energy.gov), a eficiência dos pneus poderia economizar, aproximadamente, 800 mil barris de petróleo por dia/mundo. A orientação é verificar a pressão dos pneus ao menos uma vez por mês, e manter as rodas alinhadas.

Uma medida que auxilia não só na economia de combustível, mas com a segurança viária, é manter distância do carro à frente, visando antecipar as manobras e acompanhar o fluxo do trânsito. “Isso evita acelerações e freadas desnecessárias, que acabam gastando combustível, e é bem mais seguro para todos. Além disso, não espere para frear no último minuto, isso só te faz perder dinheiro e a estabilidade do volante”, completa Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons.

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Artigo: Campinas sofre com a falta de gestão

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As notícias sobre a qualidade da saúde pública em Campinas têm caído como uma bomba sobre a população da cidade. E quem revela a condição de caos e desgoverno no município são as reportagens da imprensa e as imagens de pacientes em diferentes unidades básicas de saúde da Rede Mário Gatti e nas Unidades de Pronto Atendimento do Campo Grande, Ouro Verde e São José.

O prefeito da cidade, que é médico, não demonstra condução dos problemas e não traz solução assertiva para acabar com a falta de profissionais para atender a população. Há relatos em vídeos de pacientes de Campinas que foram dispensados sem atendimento.

As longas horas de espera por atendimento na rede de saúde faz com que pacientes fiquem ainda mais em uma situação humilhante que ultrapassa o absurdo. É inaceitável que uma cidade como Campinas, sede da nossa Região Metropolitana, se encontre nessa condição. 

O que ressalto neste artigo é reflexo real de um cenário que traz ainda mais insegurança sobre o estado atual da saúde pública municipal de Campinas. Não há uma clareza sobre a resolução dos problemas atuais. 

Será que não existe prefeito na cidade para prever e planejar ações capazes de evitar o caos que, lamentavelmente, todos somos obrigados a conviver?

Com toda certeza reafirmo que falta comando, planejamento e ainda responsabilidade sobre a gestão pública dos recursos destinados à saúde em Campinas. Para se ter ideia, eu obtive por meio de emenda parlamentar recursos junto ao governo do Estado para a cidade, mas a Prefeitura não apresentou a documentação necessária e o dinheiro não foi liberado. Isso é o maior absurdo que um governante poderia cometer contra a população da cidade.

Nesses três anos do meu primeiro mandato como deputado estadual eu já destinei mais de R$ 120 milhões de recursos para Campinas e Região, isso sem contar minha luta e aprovação pelo programa do governo do Estado, Mais Santas Casas, que prevê R$ 1,5 bilhão para as santas casas e hospitais filantrópicos. 

Importante ainda destacar os R$ 50 milhões que obtivemos com apoio e votação favorável de deputados do PL para o Hemocentro e Gastrocentro da Unicamp, mais R$ 25 milhões santas casas nas nossas cidades e mais R$ 7 milhões para a infraestrutura de radioterapia do Caism-Unicamp (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) para o tratamento de mulheres vítimas de câncer.

Campinas é uma cidade que tem total condições de oferecer uma saúde com qualidade para a nossa população e não é falta de recursos o problema. Além de verba destinada por mim, a cidade ainda dispõe de orçamento suficiente. 

Para este ano, o orçamento de Campinas é de pouco mais de R$ 7 bilhões, valor quase 10% maior que o ano passado. A Saúde e a Educação são as áreas que ficaram com a maior parcela dos recursos. Para a área da saúde, o orçamento previsto é de 1,7 bilhão, sendo R$ 1,3 bilhão da Saúde e R$ 392 milhões da Rede Mário Gatti. Já a Educação vai concentrar mais de R$ 1,4 bilhão. 

O problema de Campinas não é falta de recursos para a saúde, mas certamente, e isso todos podemos ver, é falta de planejamento público sobre as demandas de uma cidade tão importante para a sua população e toda a região metropolitana.

Rafa Zimbaldi é deputado estadual pelo PL. Foi vereador por quatro mandatos em Campinas e foi reeleito presidente da Câmara Municipal. 

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Eleições na OAB

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Com a pandemia, a fim de evitar aglomeração, o Conselho Federal da OAB possibilitou a realização de eleição virtual para a presidência da ordem, mas o estado de São Paulo não só não aderiu, como sequer consultou os mais de 300 mil inscritos sobre essa possibilidade. As seccionais do Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Maranhão, Paraná e Santa Catarina aderiram à nova modalidade.

Essa modalidade de voto virtual, diga-se, não é novidade para os brasileiros, eis que a exemplo do Sistema de Deliberação Remota (SDR), disponibilizado em março de 2020, os deputados federais podem, de forma sigilosa e remota, votar para aprovação ou não dos projetos de lei.

O STF também já há algum tempo realiza o plenário virtual, em que alguns processos são julgados de forma totalmente remota em um ambiente digital, com um prazo de duração em dias para que todos ministros possam analisar os processos e apresentar seus votos.

Na contramão, a OAB-SP parece estar estagnada em um modelo tradicional que inviabiliza a participação mais ativa de seus membros.

Vale lembrar que a eleição virtual além de oferecer mais comodidade, pode reduzir os custos da seccional com a eleição, bem como permitir que um maior número de advogados exerça seu direito de escolha, sem onerá-los com deslocamentos desnecessários e horas de trabalho perdidas. Todavia, o principal é o respeito à vida, eis que a pandemia não acabou e é obrigação de todos nós zelar pela coletividade.

Infelizmente, não é mais possível aderir a votação virtual para a próxima eleição, que ocorrerá na segunda quinzena de novembro, porém há outras medidas simples e viáveis para aumentar a participação dos advogados, como, por exemplo, aumentar os locais de votação.

Se por um lado, há multa para quem não vota, de outro não há propostas para facilitar o acesso à votação.

A situação em Campinas é bastante paradigmática, eis que o município é referência nacional em tecnologia e inovação, mas há muito a se fazer para que a participação dos advogados se torne mais efetiva já que somente 50% dos advogados inscritos votaram nas últimas eleições.

O município ficou em 6º lugar no Ranking Connected Smart Cities entre as cidades mais conectadas do Brasil com mais de 500 mil habitantes. No Estado de São Paulo, só perde para a capital. A avaliação feita pela consultoria Urban Systems busca mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil.

Segundo a avaliação realizada, a cobertura por tecnologia 4G está disponível para 99,9% dos moradores de Campinas. Essa disponibilidade, no entanto, não é utilizada para proporcionar mais comodidade e participação dos advogados em questões relevantes para essa classe de profissionais.

Na cidade, com 800 km2 de extensão e 12 mil advogados inscritos, há somente um local de votação para que os advogados possam exercer sua escolha por um outro candidato a exercer a presidência da subseção pelos próximos três anos. Assim, considerando o período de 8 horas de duração da eleição, isso implicaria 25 advogados votando por minuto. É óbvio que isso gera aglomeração, transtornos, filas, atrasos e, por conseguinte, um alto número de abstenção.

Urge, portanto, buscar soluções em médio e longo prazo a fim de usufruir toda a infraestrutura tecnológica disponível na cidade de forma a proporcionar maior segurança e agilidade para os advogados, tornando a OAB não só a entidade de classe, mas também uma referência em inovação de processos, transparência e acessibilidade.

Por Fernando Quércia, Sócio Diretor do FCQ Advogados

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