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A saúde íntima é um dos elementos importantes para a vida das mulheres, mas ainda possui muitos tabus como o início da vida sexual, em que várias meninas passam a fazer uso de anticoncepcionais, mas por vezes esquecem das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). para alertar e chamar a atenção para essa questão, junho é o mês em que se reforça a importância da vacinação para a imunização contra o Papilomavírus (HPV).

A mestre em Ciências da Saúde Bruna Valentina Zuchatti, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, explica que as infecções sexualmente transmissíveis podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal ou anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada.

Com pós-graduação em Ginecologia e Obstetrícia, Bruna afirma que as ISTs estão entre os maiores problemas de saúde pública no mundo. Segundo estimativas da OMS, mais de 1 milhão de pessoas adquirem uma infecção sexualmente transmissível diariamente, tornando esses números alarmantes. “Por isso, a prevenção é imprescindível”, ressalta.

No Brasil, as informações sobre a prevalência de infecções sexualmente transmissíveis, principalmente entre adolescentes, são escassas e pontuais. Os cuidados ainda na adolescência evitam que problemas surjam na vida adulta.

A especialista lembra que o cuidado deve ter início ao final da infância. “Alguns pais acham que levar a filha ao médico para falar sobre este assunto pode incentivá-la o início precoce da vida sexual, mas este é um pensamento equivocado. Receber orientações e conhecer o próprio corpo faz com que a adolescente se sinta mais segura, além de aprender sobre como se proteger e evitar ISTs, caso inicie a vida sexual”, diz.

A coordenadora da Anhanguera ressalta que o HPV, especificamente, é considerado a infecção sexualmente transmissível mais frequente no mundo e é a principal causadora o câncer do colo de útero. a infecção tem vacina gratuita oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas 9 a 13 anos e meninos de 11 a 14. O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 6 e 11) e de alto risco (HPV 16 e 18).

Essa vacina previne infecções pelos tipos virais presentes na vacina e, consequentemente, o câncer do colo do útero e reduz a carga da doença. Os meninos foram incluídos no plano de imunização em 2017, porque são vetores da infeção, ou seja, se não estão vacinados, transmitem a doença. “A aplicação da vacina é feita durante a puberdade, já que garante boa resposta imune e a chance de um adolescente ter sido exposto ao vírus é baixa, fazendo com que a eficácia da vacina seja maior”, afirma.

A enfermeira obstetra e professora na Anhanguera comenta que as adolescentes têm tido mais diálogo com as mães quando se trata de anticoncepcionais, mas ainda é preciso frisar que o os métodos contraceptivos mais comuns inibem única e exclusivamente a gravidez e não as protegem contra doenças como ISTs.

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